

Eu e meu caçula, há muito tempo, descobrimos que podíamos ser personagens da magia e diretores das fantasias das estórias que amávamos no cinema. Conseguíamos facilmente nos transportar para dentro da tela. E desde essa época filmes incluímos os filmes na categoria de cultura e viagem, juntamente com a da diversão em família, tão necessárias à nossa produtividade, como à nossa sanidade.
E o embrião dessa viagem veio mergulhado nas tardes e noites na bela companhia de Audrey Hepburn, nos suspenses de Hitchcock, nos risos do Monty Python, juntamente a uma pitada de um clássico, misturada a um musical ou um drama autobiográfico, enquanto inquietava-nos com Tarantino, Coppola, Guillermo Del Toro, Almodóvar e dialogava com Peter Jackson, Tim Burton, Wes Anderson, Ridley Scott. E porquê não confessar?, também quando (des) orientava-nos com David Lynch, Herzog, Win Wnders, Kubrick, ...
E para ser mais exata, devo revelar ainda, que surgiu no momento que fica entre Crash e Quem Quer Ser um Milionário?, enquanto nosso mundo estava submerso em Guerra nas Estrelas, na esquina entre os Simpsons, Big Bang Teory e South Park, no penúltimo gole do chá de nostalgia que coincidiu com os últimos créditos de algum filme.
Portanto, essa viagem é para falar de cinema, mas qual tipo de cinema? Inicialmente será sobre os filmes que ganharam o Oscar de melhor filme.
Mas porque se tem tantos filmes melhores e mais marcantes que nunca ganharam prêmios no Oscar?
Concordo plenamente, mas que lista de melhores filmes eu seguiria? A sua? A minha? A dos críticos? Dos cineastas? Das revistas especializadas? Dos sites e blogs que pipocam sobre o tema? Da revista Empire com os 50 melhores filmes? Dos 10 melhores filmes eleito por 358 diretores?
Bem, cada lista é baseada nos gostos e impressões de quem a faz e, portanto, é também pessoal. Acredito que devemos nos concentrar primeiro naquilo que nos faz vibrar, segundo naquilo que conhecemos.
Sei que gosto de filmes, sei que vibro com a entrega do Oscar , gosto de esperar a lista dos indicados e tentar ver o máximo de filmes concorrentes para poder torcer, criticar, enraivecer e alegrar-me com mais propriedade.
E essa cerimônia foi adentrado a minha casa devagarinho e quando eu vi já estava instalada anualmente, na sala principal, junto com meus dois filhos, cheia de lanchinhos e beberagens, marcando presença naquele domingo mágico de verão, onde podemos conversar bem mais próximos de alguns dos nossos ídolos.
O que conheço é esse mergulho na ilusão da sétima arte e tento descrever como foi esse percurso.
Sem mais blá, blá, blá, assim começa a viagem...


