HISTÓRIA DO 1º OSCAR
O Cinema era uma arte muito jovem, mas alcançou um patamar muito importante durante a 1ª Guerra Mundial (1914 – 1918). A televisão ainda não fora inventada. A sétima arte era então o grande veículo de comunicação de ideologias políticas, sociais, econômicas. Sendo, portanto, usado tanto para entretenimento, como para difundir grandes acontecimentos, influenciar pessoas , fazer propaganda de guerra, recrutar soldados.
Felizmente, naqueles idos, a sétima arte ainda não gozava da plena confiança de políticos e militares e, com exceção da Alemanha e Itália, apesar do uso bélico, era mais utilizada para seduzir e informar o público através da arte.
Nesta época a vanguarda do expressionismo alemão influenciava muito o campo das artes. O predomínio da comunicação das expressões emocionais de dor, angústia, esperança, desilusão, tristeza, casava-se completamente com a época e com as possibilidades do cinema mudo.
Em contrapartida, os Estados Unidos, que eram devedores da Inglaterra antes da guerra, saiam do conflito como credores. Galgaram uma escalada de nação emergente, para uma nova potência mundial.
E neste contexto o cinema estadunidense alavancou, enquanto se dava a reconstrução europeia.
Nesse cenário, o ucraniano Louis Burt Mayer, fundador da Louis B. Mayer Pictures Corporation que se fundiu e compôs a Metro-Golwyn-Mayer (MGM) –, concebeu a ideia da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (no original: Academy of Motion Picture Arts and Sciences ou AMPAS). Uma organização profissional sem fins lucrativos, que foi criada pelas 36 personalidades mais importantes do cinema na época.
Essa academia, fundada em Los Angeles, Califórnia, em 11 de maio de 1927, tinha a finalidade de criar e oferecer prêmios para indústria cinematográfica, com intuito de estimular a competição e aumentar a qualidade das produções. Missão esta que desempenha até hoje.
O propósito de J.B. Mayer na criação do prêmio foi de unir os cinco ramos da sétima arte: atores, diretores, roteiristas, produtores e técnicos. Então, em agosto de 1928, Mayer contactou o Conselho Central de Juízes da Academia para decidir os vencedores das realizações cinematográficas mais proeminentes produzidas no período de 1927 a início de 1928.
Nesta primeira edição, algumas nomeações foram anunciadas sem referência a um filme específico, como Ralph Hammeras e Nugent Slaughter, que receberam indicações na categoria, extinta, de engenharia de efeitos. Enquanto outras nomeações , de atores ou diretores podiam ser por vários trabalhos dentro de um ano. Como exemplo: Janet Gaynor, ganhadora de melhor atriz por "Sétimo Céu" , "O Anjo das Ruas" e "Aurora; Emil Jannings, alemão, ganhador de melhor ator, por seu trabalho em “A Última Ordem” e “Tortura da Carne”.
Foi assim que durante a 1ª cerimônia a AMPAS entregou 13 premiações, em doze categorias,e 2 prêmios especiais, concedidos à Warner Brothers, pela produção do primeiro filme sonoro e Charlie Chaplin, pelo “Circo”. A premiação concedida foi denominada prêmio “Academy Award of Merit”, nome oficial do Oscar, até hoje.
OS VIAJANTES


Eu e meu caçula, há muito tempo, descobrimos que podíamos ser personagens da magia e diretores das fantasias das estórias que amávamos no cinema. Conseguíamos facilmente nos transportar para dentro da tela. E desde essa época filmes incluímos os filmes na categoria de cultura e viagem, juntamente com a da diversão em família, tão necessárias à nossa produtividade, como à nossa sanidade.
E o embrião dessa viagem veio mergulhado nas tardes e noites na bela companhia de Audrey Hepburn, nos suspenses de Hitchcock, nos risos do Monty Python, juntamente a uma pitada de um clássico, misturada a um musical ou um drama autobiográfico, enquanto inquietava-nos com Tarantino, Coppola, Guillermo Del Toro, Almodóvar e dialogava com Peter Jackson, Tim Burton, Wes Anderson, Ridley Scott. E porquê não confessar?, também quando (des) orientava-nos com David Lynch, Herzog, Win Wnders, Kubrick, ...
E para ser mais exata, devo revelar ainda, que surgiu no momento que fica entre Crash e Quem Quer Ser um Milionário?, enquanto nosso mundo estava submerso em Guerra nas Estrelas, na esquina entre os Simpsons, Big Bang Teory e South Park, no penúltimo gole do chá de nostalgia que coincidiu com os últimos créditos de algum filme.
Portanto, essa viagem é para falar de cinema, mas qual tipo de cinema? Inicialmente será sobre os filmes que ganharam o Oscar de melhor filme.
Mas porque se tem tantos filmes melhores e mais marcantes que nunca ganharam prêmios no Oscar?
Concordo plenamente, mas que lista de melhores filmes eu seguiria? A sua? A minha? A dos críticos? Dos cineastas? Das revistas especializadas? Dos sites e blogs que pipocam sobre o tema? Da revista Empire com os 50 melhores filmes? Dos 10 melhores filmes eleito por 358 diretores?
Bem, cada lista é baseada nos gostos e impressões de quem a faz e, portanto, é também pessoal. Acredito que devemos nos concentrar primeiro naquilo que nos faz vibrar, segundo naquilo que conhecemos.
Sei que gosto de filmes, sei que vibro com a entrega do Oscar , gosto de esperar a lista dos indicados e tentar ver o máximo de filmes concorrentes para poder torcer, criticar, enraivecer e alegrar-me com mais propriedade.
E essa cerimônia foi adentrado a minha casa devagarinho e quando eu vi já estava instalada anualmente, na sala principal, junto com meus dois filhos, cheia de lanchinhos e beberagens, marcando presença naquele domingo mágico de verão, onde podemos conversar bem mais próximos de alguns dos nossos ídolos.
O que conheço é esse mergulho na ilusão da sétima arte e tento descrever como foi esse percurso.
Sem mais blá, blá, blá, assim começa a viagem...
A VIAGEM DO BLOG COMEÇA
NAS ASAS DO OSCAR - Preparativos da viagem:
A ideia surgiu de uma conversa com meu filho caçula de assistirmos em ordem cronológica todos os filmes que já ganharam o Oscar de melhor filme. Pensamos também em analisar o contexto histórico em que os filmes estavam sendo produzidos e ver se refletiam a evolução cinematográfica, histórica, social da sociedade. Talvez sim, talvez não...
Então me perguntei: por que não registrar tudo em um blog?
A ideia vingou e eis aqui como se deu o processo.
Diante da decisão tomada, isso em 2014, partimos para prática: adquirir todos os filmes que já ganharam a premiação. Não tinha sentido começar a assistir e interromper a empreitada por falta de material.
Como sou daquelas pouquíssimas pessoas do mundo, que gostam de DVDs originais e evita cópias piratas, assim como o gato evita banho, confesso que não foi tarefa fácil, ou melhor descobri em pouco tempo que era uma tarefa impossível.
Comecei a comprar, sem muita pressa, um filme a cada vez que ia a uma livraria, ou fazia compra nos sites próprios, e assim eu consegui quase todos dos últimos 40 anos e alguns poucos perdidos dos anos anteriores. Isso totalizou em média uns 50 filmes em 1 ano e meio, porém já estava ciente que essa era parte fácil.
Visto que vários filmes, principalmente os mais antigos, estavam muito difícil de encontrar, ou o conseguia por preço exorbitante, que ultrapassavam minha disponibilidade orçamentária, rendi-me aos sites que vendem filmes clássicos, felizmente apesar de serem cópias, a maioria era de muito boa qualidade - e pasmem!-, alguns inclusive com extras.
Sim, mas uma característica minha, adoro assistir extras, vejo tudo; minha família e alguns amigos desconfiam que os extras de filmes foram criados só para mim, pois sou a única que assisto tudo e fico muito triste quando não consigo filmes com esse recurso.
O meu garimpo nos sites teve bom resultado, mas alguns exigiam muita procura e os últimos 5 filmes mostrou-se quase inacessíveis. Depois de uns 6 meses consegui mais dois. No entanto, os 3 últimos não apareciam. Foi quando meu filho me deu de presente, no meu último aniversário os que faltavam e assim conclui a coleção.
Contudo faltava tempo insuficiente para o Oscar 2017 e queríamos começar e finalizar antes de uma premiação. Optamos por começar ontem, dia 22 de abril e teremos exatamente 289 dias até 04 de março de 2018, quando acontecerá a 90ª premiação.
Serão, portanto 89 filmes para 289 dias, média de 1 filme a cada 3 dias, um tempo satisfatório para cinéfilos como nós. Embora, teremos vários contratempos como viagens, trabalho (meu), universidade (dele), outros compromissos e a necessidade obrigatória de juntar as agendas para assistirmos juntos.
Voilá, que comece a viagem!
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